Para os adeptos o dia de clássico é sempre expectante, o jornal é lido com mais atenção, tudo na busca de informação que possibilite prever o imprevisível. Esta época Porto e Benfica já se encontraram duas vezes, e em ambas os dragões deram uma demonstração cabal de toda a sua qualidade vencendo sem contestação os dois jogos, tendo mesmo o último desafio redundado num estrondoso 5-0. A lógica diz-nos que o Porto com estes antecedentes tão recentes é mais do que favorito, aliando isto a toda a capacidade da equipa para explanar as ideias fantásticas do seu treinador no terreno de jogo. O Porto joga bem, joga o melhor futebol da Liga e só perdeu por uma vez em cerca de meio ano de competição. Por seu turno, o Benfica é uma equipa tacticamente muito bem organizada, tal como o Porto, apresenta ideias de jogo ofensivo estruturadas na criatividade do seu quarteto argentino de ataque (Aimar, Saviola, Gaitán e Salvio) e vem de uma série entusiasmante de 8 vitórias consecutivas num só mês. A balança não tem pesos assim tão desequilibrados na teoria, mas o factor casa pode ser decisivo nesta partida, uma vez que pode empurrar os dragões para momentos de ataque continuado que encostem atrás um Benfica que se poderá retrair face ao ambiente e ao peso dos 5 golos sofridos na última visita ao reduto do Dragão.
Janeiro deixou uma marca nos onzes iniciais de ambas as equipas, seja derivado a vendas (David Luiz), seja por lesões (Álvaro Pereira e o suplente Emídio Rafael), os técnicos não vão poder escalonar o onze mais forte que em potência poderiam apresentar. No entanto, as alternativas que a profundidade que ambos os plantéis apresentam asseguram a manutenção de níveis mínimos de qualidade, podendo claudicar fisicamente nos períodos finais do encontro. Será muita a competitividade e a chave para o sucesso neste jogo passará pela posse de bola. É inconcebível que algum dos técnicos monte uma estratégia de contra golpe para este jogo, tendo em conta que as dinâmicas de ambas as equipas privilegiam a posse da bola. O vencedor deste confronto será a equipa que melhor tratar a bola aquando do seu poder, e nesse aspecto a equipa que joga no ambiente hostil terá de ter grande capacidade mental para não deixar que isso afecte as tomadas de decisão dos seus jogadores. A aposta do Magnífico Overlapping aponta para uma vitória do Porto, quer pelo factor casa, quer pela presumível tentativa do Benfica em levar a decisão da eliminatória para a Luz o que, por certo, influenciará o seu jogo para uma toada mais defensiva e de expectativa sem a bola, o que será o pecado de Jesus.

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