quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Adolescência azul e branca

Há qualquer coisa de adolescente neste FC Porto, fulgurante e ao mesmo tempo desmedido. Esta época tem passeado todo o potencial e qualidade do seu futebol de alta intensidade, circulando a bola e inundando as defensivas adversárias de inúmeras oportunidades de golo, liderando a Liga com imponência e, até hoje, imbatível na Liga Europa. No entanto, o jogo desta tarde veio demonstrar um defeito que este Porto começou a apresentar desde a categórica vitória sobre o Nacional da Madeira em jogo antecipado da 20ª jornada. A ansiedade e a falta de frieza nos momentos chave do jogo têm transformado jogos de dominância em potenciais escorregadelas e hoje o Sevilla aproveitou o que Braga e Rio Ave não conseguiram aproveitar. À intensidade que imprime nos momentos iniciais da partida, o Porto contrasta com distracções absolutamente juvenis e que podem desmoralizar qualquer grupo de trabalho. Neste aspecto André Villas-Boas precisa definitivamente de trabalhar os seus jogadores, para que assumam o jogo com outra maturidade e outra capacidade de gestão. Não se pode jogar sempre a 100 à hora, é preciso saber gerir os ritmos de jogo, colocar gelo no momento certo e fazer a bola circular enervando o adversário, levando-o a cometer erros. O jogo de hoje foi a demonstração que é preciso pensar mais e não correr tanto, até porque o cansaço não é amigo de boas ideias, que o diga Álvaro Pereira.

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